Um intruso felino tem aparecido no telhado do cabana sobre nos últimos meses. A primeira vez que vi o gato, ele estava olhando para Samantha, que estava no “catio”, um pequeno pátio cercado na lateral da casa. Levei-a para dentro e enxotei o invasor com alguns jatos de uma garrafa de água. Samantha andava de sala em sala, expressando medo com um grunhido gutural. Soube por postagens no Nextdoor que o gato estava visitando outros vizinhos que estavam preocupados com a perda do gato. Alguém conseguiu tirar o número de telefone da etiqueta do colarinho. Ela ligou para o número e o cara que atendeu disse que “Sergio” era um gato de dentro e de fora, e que ficaria bem lá fora. Com licença, este bairro fica a poucos quarteirões de Cânion da Lagoa onde os coiotes residem e descem das colinas em busca da próxima refeição. Realmente foi não tudo bem que esse gato estivesse vagando pela vizinhança desde o amanhecer até depois do anoitecer. E foi não tudo bem que ele estava irritando minha sensível Samantha Jo.
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John descobriu que Sergio estava subindo no telhado pela lateral do chalé, de frente para uma passarela acima do nível do solo, de onde ele poderia saltar para o telhado. John instalou uma cerca de bambu ao redor daquela parte do telhado. Por algumas semanas não tivemos avistamentos de Sergio. O alívio que sentimos foi palpável.![]()
Então, na última terça-feira, ouvi gritos familiares de gatos vindos do telhado. Sérgio estava de volta. Fiquei perplexo ao ver como ele encontrou outro ponto de acesso ao telhado, de onde abriu caminho até o topo da cerca de treliça que cercava o catio. Samantha pulou na minha mesa de frente para as janelas do catio e observou Sergio saltar para dentro do catio e passear pelo chão. Ela sibilou e lamentou, provocando um grito de gelar o sangue de Serigo. Corri até o catio e esguichei nele uma garrafa de água. Ele escalou a cerca e pousou na passarela da frente. Corri para o jardim da frente e abri o portão de entrada. Ele disparou pelo portão aberto e correu rua acima. Lá dentro, Samantha corria nervosamente de janela em janela. Pulverizei uma tintura calmante à base de essência floral em toda a casa (Drama-Trauma por BlackWing Farms) e tocava música ambiente. Logo, ela ficou relaxada.
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Eu me perguntei como esse maldito gato conseguiu mais uma vez subir no telhado. Aí lembrei que a coleira do Sergio não tinha mais etiqueta e me perguntei se ele ainda tinha uma casa para onde voltar.
Tenho histórias de resgates que compartilharei conforme mencionado em meu blog anterior. Essa história precisava ser contada primeiro. Tem sido uma jornada. Fique ligado no próximo capítulo de Aquele maldito gato.
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